domingo, 23 de janeiro de 2011
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
rewind
rua das Pedras - Búzios
o meu Natal começa quando fecho a mala e desligo o registro de água.
Rodoferroviária nova apinhada. Meia hora de atraso. Suspeita de greve dos aeroviários. Vision of the hell. Ok. Só viajo de avião em último caso. Paúra.
Entro no baú. Mil crianças choram. Dióxido de caborno+cheiro de ar condicionado viciado. Eu gosto. Sorte ter ficado no corredor. Sorte ter sentado ao lado de uma japonesa elegante. Pleonasmo. Japonesa elegante. Pleonasmo. A comida em Catalão é incrível. Combo: esfiha de carne+fanta. ÀS vezes eu gosto de fanta. 5 da manhã: Uberaba. O xixi é um clássico. O banheiro é bastante bom. É a cidade do meu 2° pai. Já falecido, levou consigo uma grande parte do meu coração. Era mineiro de doer. Não era irmão da minha mãe e muito menos do meu pai. E mesmo assim, nosso amor era um absurdo. Os doces caseiros me comovem sempre. O perfume da goiabada cascão é um luxo. As balas puxentas de abacaxi que ele só levava prá mim... Como outra esfiha. Bebo outra fanta. Entro. Durmo. Saudade dos Infernos. A lua é um biscoito enorme e açucarado. Não chove, a despeito das previsões. São Paulo lembra: Shows da Madonna; o gostoso e ordinário José Jerônimo; férias na adolescência; meu amado irmão. Rio! Já dava prá sentir que as férias seriam incríveis. E foram. Sinto um certo constrangimento em dizer que nunca fui tão feliz. Acho indecente nesse momento. Mas, Alfaia tem razão. Indecente é não viver. Não aproveitar. Sejamos, pois, Felizes.
o meu Natal começa quando fecho a mala e desligo o registro de água.
Rodoferroviária nova apinhada. Meia hora de atraso. Suspeita de greve dos aeroviários. Vision of the hell. Ok. Só viajo de avião em último caso. Paúra.
Entro no baú. Mil crianças choram. Dióxido de caborno+cheiro de ar condicionado viciado. Eu gosto. Sorte ter ficado no corredor. Sorte ter sentado ao lado de uma japonesa elegante. Pleonasmo. Japonesa elegante. Pleonasmo. A comida em Catalão é incrível. Combo: esfiha de carne+fanta. ÀS vezes eu gosto de fanta. 5 da manhã: Uberaba. O xixi é um clássico. O banheiro é bastante bom. É a cidade do meu 2° pai. Já falecido, levou consigo uma grande parte do meu coração. Era mineiro de doer. Não era irmão da minha mãe e muito menos do meu pai. E mesmo assim, nosso amor era um absurdo. Os doces caseiros me comovem sempre. O perfume da goiabada cascão é um luxo. As balas puxentas de abacaxi que ele só levava prá mim... Como outra esfiha. Bebo outra fanta. Entro. Durmo. Saudade dos Infernos. A lua é um biscoito enorme e açucarado. Não chove, a despeito das previsões. São Paulo lembra: Shows da Madonna; o gostoso e ordinário José Jerônimo; férias na adolescência; meu amado irmão. Rio! Já dava prá sentir que as férias seriam incríveis. E foram. Sinto um certo constrangimento em dizer que nunca fui tão feliz. Acho indecente nesse momento. Mas, Alfaia tem razão. Indecente é não viver. Não aproveitar. Sejamos, pois, Felizes.
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
eu não sou Bukowski
Com a cara cheia, fiz uma lista de 10 coisas que nunca faremos. A intenção é desapaixonamento de choque. A realidade dando um jab e um direto prá ver se desencanto e me lanço de vez nas mãos da luxúria. A verdade é que ando tímida com a safadeza...Prá minha surpresa, nunca foi tão fácil fazer uma lista. Só falta meu coração, esse acéfalo, dar-se conta dos fatos. Queria ter essa facilidade prá fazer listas de mercado.
1. Nunca passearemos com nosso filho (sempre julgamos que ele seria lindo, tipo os filhos da Brangelina. Nós sempre fomos pretensiosos);
2. Nunca teremos Paris;
3. Nunca comeremos risoto de pato ao molho de laranja;
4. Nunca tomaremos um doce;
5. Nunca passearemos com nosso cachorro basset, vulgo salsicha;
6. Nunca andaremos nus numa praia do sul;
7. Nunca escreveremos listas de coisas que faremos juntos;
8. Nunca nos beijaremos até o amanhecer;
9. Nunca faremos uma receita de família na nossa cozinha;
10. Nunca faremos uma performance multimídia pseudo pós-moderna dramática que fale de assuntos triviais usando a loucurinha dos hippies.
Acho que podia fazer umas mil dessas. São úteis prá tomar conta das últimas lembranças que me restam. Mentira. Não servem prá nada além de aplacar a minha ira. A porra da bebida faz o superego adormecer e de repente estamos mandando sms de amor prá qualquer um. Agora, quando estou assim, mando mensagens prô meu irmão. Ele deve achar que eu estou a beira doalcoolismo abismo.
Luxo, meu/minha caro/a e única/o leitor/a, é poder perder tempo nessa vida falando de um cadáver em estado de putrefação. Tears!!
1. Nunca passearemos com nosso filho (sempre julgamos que ele seria lindo, tipo os filhos da Brangelina. Nós sempre fomos pretensiosos);
2. Nunca teremos Paris;
3. Nunca comeremos risoto de pato ao molho de laranja;
4. Nunca tomaremos um doce;
5. Nunca passearemos com nosso cachorro basset, vulgo salsicha;
6. Nunca andaremos nus numa praia do sul;
7. Nunca escreveremos listas de coisas que faremos juntos;
8. Nunca nos beijaremos até o amanhecer;
9. Nunca faremos uma receita de família na nossa cozinha;
10. Nunca faremos uma performance multimídia pseudo pós-
Acho que podia fazer umas mil dessas. São úteis prá tomar conta das últimas lembranças que me restam. Mentira. Não servem prá nada além de aplacar a minha ira. A porra da bebida faz o superego adormecer e de repente estamos mandando sms de amor prá qualquer um. Agora, quando estou assim, mando mensagens prô meu irmão. Ele deve achar que eu estou a beira do
Luxo, meu/minha caro/a e única/o leitor/a, é poder perder tempo nessa vida falando de um cadáver em estado de putrefação. Tears!!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
boca roxa
sonhei com os cigarros sabor cereja que ficam à direita da atendente na padaria da 14. São minha kriptonita juntamente com as coxinhas de frango. 1 de cada significam morte lenta e dolorosa.Pena. Mas eu tenho minha cocaína da semana: gorgonzola com taças transbordantes de Casillero del Diablo (caixa do diabo?!haha).
Não há explicação. Talvez comemorando as não palavras. Os não beijos e os não encontros necessários prá eu cair sem proteção, de cara no muro de chapisco. O real sem floreio. Sem "o gato subiu no telhado", sem carinho na cabeça. Sem photoshop. Me dou um tapa na cara. Acordo sem ressaca. Café na veia. Eu fico bonita com a cara inchada e olheiras. Mantra repetido a exaustão até eu acreditar de fato.Photoshop agora seria bom. O amor já não dá conta de mim. Quero entender porque uma agulhada meexcita assusta muito mais. Bondage?!
Não há explicação. Talvez comemorando as não palavras. Os não beijos e os não encontros necessários prá eu cair sem proteção, de cara no muro de chapisco. O real sem floreio. Sem "o gato subiu no telhado", sem carinho na cabeça. Sem photoshop. Me dou um tapa na cara. Acordo sem ressaca. Café na veia. Eu fico bonita com a cara inchada e olheiras. Mantra repetido a exaustão até eu acreditar de fato.Photoshop agora seria bom. O amor já não dá conta de mim. Quero entender porque uma agulhada me
domingo, 12 de dezembro de 2010
ir
Sim. Não há cortes abissais que não cicratrizem. Lentos ou não, lentos ou não. Com sal, álcool, vinagre. Tanto faz. Lentos, ou não. Enquanto isso vamos adiante nos chocando como carros em velocidade acima da permitida. Carros que pegaram o mesmo trajeto. Na batida fica um pouco do outro. Fica um pouco de si no outro. A tinta arranha. Colisões são assim. Então, anda. Pega a bolsa com os documentos pessoais e o casaco de frio. É chegada a hora de ir. Olhar prá trás é ver as luzes se apagando, ver o passado em fumaça, indo também. Lembranças confusas traem o coração: fantasias e a pergunta “será que aconteceu?”. Dia 22. Estarei lá. Sim.
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