segunda-feira, 7 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

"não atender"

tudo flutua, páira... é móvel. E assim, sem rumo, segue. Caminha. Passos firmes na incerteza.

terça-feira, 1 de março de 2011

Sincero

fazia tempo que alguém não despertava em mim aquele humor estranho de quem chorou durante horas. Mas é só um sentir mesmo. Porque eu não choro desde, sei lá. E esse seu vagar pelo mundo como se merecesse pouco piora tudo, porque não me faz querer te acompanhar de jeito nenhum. Não me leve a mal. Já me senti assim antes. Como se não merecesse nada. A gente merece tudo, baby. Tudo. E esse tudo também implica as responsabilidades e algumas merdas que acompanham a felicidade. Implica coragem. Tá certo... Seu beijo é bom. Tão pouco tempo e já faz falta. Mas, vá na sombra. Tá tudo certo. Não deu para partir meu coração. Só fiquei meio decepcionada com a sua falta de bravura e ousadia. Taí. São duas características que admiro em alguém. Você gaguejou tanto. Tive pena... Fale direito. Acredite no que você fala. Eu não preciso acreditar. Mas, você precisa. São suas palavras, vírgulas e hesitações. Suas escolhas. Frágeis. Mas, suas. Se você as deseja, enfrente-as com fúria. Seja nobre. O fim é pequeno e bobo e não passa de uma dedicatória para aquilo que poderíamos ter sido. Um beijo lento e doce na sua boca de pêssego e uma música que você cantaria prá mim se chegasse a me amar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

embolar

embaraçada como um novelo de lã solto na sacola da tricoteira. Intensamente embaralhada. Mas, tem que ir baby... Tem que ir adiante.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

bondage II

sinto um misto de prazer com dor nesses tempos de vida intensa. As carnes envolta dos ossos se fazem presentes e me lembram frangos desossados. É delicioso andar e sentir as pernas pesadas, bêbadas e angustiadas. E como se já não bastasse, a escarifição ao lado do ombro consome-se em chamas. Eu quero mais. Muito mais...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

pandora

Esse barraco aqui guarda tudo quanto é bobagem bagagem. E outras tralhas que ocupam a minha cabeça hiperativa. O bom é que cada dia eu penso uma coisa que já não concorda mais com janeiro de 2010. O fato é que esse lugarzinho aqui, escrito prá ninguém, feito para eu ouvir minha alma que na época tinha o tamanho de um grão de arroz, serviu prá me ajudar a ressuscitar. Meu coração esmigalhado se esforçava para caminhar até o trabalho, se esforçava para levantar um garfo, se esforçava para continuar com dignidade enquanto eu escrevia.
Fiz declarações de amor desbragadas. Wando invejou-se. Meu ex amor não ouviu. Ignorou. Viveu. Que bom. Agradeço. Sem ele, pude crescer e descobrir que eu não sei amar. Suspeito de uma cura tão intensa quanto a minha vontade de escrever sobre qualquer coisa que não seja um coração partido.