quarta-feira, 13 de julho de 2011

Rock na cara

nesse dia do rock qualquer escatologia vale, qualquer atitude equivalente a uma cusparada combina. Hoje, eu daria aquela escarrada em gente que só trata bem quem estiver na crista da onda, sendo o sucessinho do momento. Gente que acha que prestígio se vende, se compra, se rouba, se empresta. Gentinha que é tão pobrinha de si mesma que cola em outras prá raspar um pouquinho do brilho. Gente que só te acha interessante quando ouviu outras pessoas falarem bem de você. Prá essas pessoas meus mais profundos e sinceros catarros!

terça-feira, 12 de julho de 2011

reza

que todo esse amor que arranha por dentro afete homeopaticamente o meu caminho

segunda-feira, 11 de julho de 2011

amnésia

A primeira vez que eu me preparei para perder um amor, antes de tudo acabar de fato, foi quando ele comia sua última refeição. Carne de panela, acho... Não me lembro ao certo porque me dói e talvez porque isso me cause repulsa a carne de panela. E a minha mãe faz uma inacreditável.
O último gosto de sua boca era aquele, misturado com sangue. Ele sangrava por dentro e o sangue apodrecia tão rápido que exalava por toda a cozinha. Eu chorava e apertava sua mão tão forte, mas, ele nem ligava. Comia e ria.
Eu não aproveitei meus últimos minutos com ele porque só o imaginava estirado em um caixão. Já tinha matado ele há muito tempo. Para facilitar. Era prático sofrer por antecipação. Agora vem você. Ando me preparando insistentemente para te perder. É um trabalho sem fim. Porque nada no meu corpo entende isso. E já faz um tempo razoável. Essa despedida que vem em ondas cansa tanto...

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Plim

ontem, olhando pela minha janela e fumando um cigarro devagar percebi que sou boa demais prá você

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Anais Nin

"Chorei porque não era mais uma criança com a fé cega de criança.
Chorei porque não podia mais acreditar e adoro acreditar.
Chorei porque daqui em diante chorarei menos.
Chorei porque perdi a minha dor e ainda não estou acostumada com a ausência dela."

segunda-feira, 4 de julho de 2011

vou tatuar a palavra alegria na aorta e lembrar que a festa é de graça e que eu gosto de dançar até amanhecer. Se não tiver ninguém, eu danço só, olhando prá dentro e lá não fico sozinha nunca

5 e algo e muita coisa por fazer... muito para abandonar... reeducação emocional.Então, saber que nada foi sério me mata um pouco. Tanta mentira...tanta inércia... O que fica é a noção de que sou capaz de amar tragicamente. Ou era. Não há uma só célula que não tenha seguido o coração. Sou obstinada ou estúpida? Era. Porque hoje eu quero assinar um desses documentos lavrados em cartório que me eximam de qualquer resquício desse sentimento nocivo. Quero ter algo concreto que me alforrie. Mudar os gostos, acabar com esse sabor de sangue parado, velho. Aqui, o fim não é começo de nada. É o fim mesmo. Ponto final

sábado, 2 de julho de 2011

é isso

Três
Marina Lima
Composição: Marina Lima/Antonio Cicero
Um
Foi grande o meu amor
Não sei o que me deu
Quem inventou fui eu
Fiz de você meu sol
Da noite primordial
E o mundo fora nós
Se resumia a tédio e pó
Quando em você
Tudo se complicou

Dois
Se você quer amar
Não basta um só amor
Não sei como explicar
Um só sempre é demais
Pra seres como nós
Sujeitos a jogar
As fichas todas de uma vez
Sem temer naufragar

Não há lugar pra lamúrias
Essas não caem bem
Não há lugar pra calúnias
Mas por que não nos reinventar?

Três
Eu quero tudo que há
O mundo e seu amor
Não quero ter que optar
Quero poder partir
Quero poder ficar
Poder fantasiar
Sem nexo e em qualquer lugar
Com seu sexo junto ao mar