sexta-feira, 15 de junho de 2012
bônus grátis
quero registrar aqui, antes que eu suma de vez, que sou muito grata a esse amor que ganho todos os dias exercendo minha segunda profissão...não existe salário que pague a alegria de vê-los desabrochando e eu ficando cada vez mais desnecessária em suas vidas...sempre serei grata...sempre. Vê-los no palco, sendo felizes...enchendo o mundo de luz...
Rain drops on roses, whiskers on kittens,
bright copper kettles, warm woolen mittens,
brown paper packages tied up with strings,
these are a few of my favorite things.
Cream colored ponies, crisp apple strudels,
doorbells and sleigh-bells, schnitzel with noodles,
wild geese that fly with the moon on their wings,
these are a few of my favorite things.
When the dog bites,
when the bee stings,
when I'm feeling sad,
I simply remember my favorite things
And then I don't feel...
Silver white winters that melt into springs,
these are a few of my favorite things...
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Música do dia
"...Fujo da dor, a razão me conduz.
Eu preciso de um ponto de luz.
Para ser o meu sol, ser meu marte, meu dia.
Eu só queria livrar-me do mal.
Dar o salto entre o laço e o anzol.
Dar a cara a tapa e sorrir.
Retomar o que não conclui.
Quem se esconde não sabe seu fim.
O horizonte começa em mim..."
terça-feira, 12 de junho de 2012
segunda-feira, 11 de junho de 2012
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"Nunca encontrei uma pessoa oca. Nunca encontrei uma vida sem significado quando se procura realmente o seu significado. É esse o perigo de dizer que não procuramos, porque foi assim que chegamos ao ponto em que sentimos que a vida não tinha qualquer significado. Bem, veja, nós repudiamos tantas formas de terapia. Quer dizer, tantos de nós repudiam atualmente a filosofia, a religião ou qualquer outro padrão que nos mantinha coesos anteriormente. Repudiamos tudo. Até repudiamos a terapia da arte. Por isso não nos restou realmente mais que olhar para dentro, e os que o fazem descobrem que toda a vida tem significado porque a vida tem significado. Fomos seriamente prejudicados por pessoas que disseram que a vida era irracional e de qualquer modo não significava nada. Mas, assim que começamos a olhar, descobrimos o padrão e descobrimos a pessoa. Nunca encontrei aquilo a que se poderia chamar uma pessoa totalmente oca."
Anais Nin, em "Fala Uma Mulher"
sábado, 9 de junho de 2012
Morfeu
terça-feira, 5 de junho de 2012
Suzana
nos 40 minutos esperando o ônibus para o meu quarto trabalho: o de "Atriz" e o qual só chego atrasada a contra-gosto, fiquei pensando que odeio ser comparada com o "malandro" com máscara de bonzinho que chega sempre atrasado ou não vai, e quase nunca deixa as questões às claras porque assim o quer e ainda tem um defensor fervoroso, o que, por conseguinte, me emputece e me faz pensar como as pessoas não sabem a diferença entre arcar com suas responsabilidades e dar o truque prá se dar bem se vitimizando. Não costumo enganar as pessoas. Chego na hora que digo que vou chegar. Mas, paciência, o desrespeito tornou-se lícito e ordinário e colocar todo mundo no mesmo saco, também. O fato é que hoje, só hoje, gostei de não chegar na hora.Foi por conta desse atraso que conheci uma mulher phodona em tempos de muita melancolia, pouco assunto e pouca fé no ser humano.
Suzana, 46 anos, vinda da Bahia para cuidar da prima moribunda e louca, internada no HUB. Franca, seca, sorridente e cheia de fé no inefável. Assim mostrou-se Suzana. E a lua barriguda ao fundo, brilhando por nada. Só porque quer.
Suzana é nome da bíblia, ela me explicou. O dela e das outras quatro irmãs. Suas quatro filhas também mantém a tradição. Rebeca, Bruna, Nicole e Samanta. Ela jurou que eram nomes bíblicos. Não questionei. Essa bíblia é mesmo uma cartola de mágico, pensei.
Ela tem mais outros quatro filhos que estão no mundo, lutando para talvez buscá-la se caso "vencerem". Todos resultaram de 3 casamentos, sendo que o último foi o que ela amou e disse ter sido amada. Ele abandonou Suzana grávida alegando que não suportava mais a pobreza. Ela disse que ele não teve coragem de avisá-la ao vivo então deixou uma cartinha. Isso é amor. Os outros foram embora, segundo ela pelo mesmo motivo. Não aguentaram a pobreza extrema. Mas, ela ficou. Porque as mulheres sempre ficam.
Seu pai morreu. Ela gostava dele então não quis contar detalhes. Não gosta de lembrar.
De sua prima louca, contou que ela gostava de comer terra, lambia a poeira fina, esmagava paredes, roía tijolos. Disse que o rosto dela, antes, belo e enfeitado com olhos azuis estava todo carcomido pela doença e lembrava o filme do Frankstein. Ela tem medo desse filme. Disse que a morte da mulher é certa e que o governo ia ter que enterrá-la pois ela não tem condições. Se fosse uma filha, aí sim, ela faria o impossível.
Achou que eu tivesse 18 anos e que eu merecia um homem de verdade que me desse um filho. Eu sorri e disse que tinha 36. Ela disse que eu era linda e desejou que eu me apaixonasse por um homem muito lindo que fosse louco por mim.
Nos despedimos no ônibus cheias de amor e amizade. Saí chorando como quem se despede de alguém da própria família.
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