terça-feira, 31 de agosto de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Canção pra dançar sem par




toda vez que eu assisto o Canção, eu choro... é assim: eu já sei tudo o que vai acontecer porque já estive por trás da história dando uma ajudinha para os donos da "brincadeira". E foi tão lindo e divertido porque todo mundo (Andrea Alfaia, Arthur Tadeu Curado, Patrícia Marjorie e Marcus Vinícius) me fez ficar à vontade, como se tudo àquilo também fosse meu. Mas, ainda assim, eu choro! Bem antes disso, eu já chorava com a primeira versão. O fato é que o espetáculo me pega sempre. O Antunes me leva com ele e eu me percebo apaixonada e enredada num "antigo" amor já superado (?)...
Infelizmente não poderei revê-lo, mas, recomendo muito. É um elixir de coisas boas. Identificação pura, sem medo de ser feliz! Quinta e sexta(2 e 3 de setembro), dentro do Cena Contemporânea, na 508 Sul, 19h.
http://www.cenacontemporanea.com.br/locais_008.html

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

idiossincrasias

um comichão misturado a uma nóia inexplicável é o que sinto quando o relógio indica seis da tarde. Detesto esse horário. Não há tarefa que eu sinta vontade de realizar, nem boca que eu queira beijar, nem sexo do bom que eu queira fazer, nem a melhor comida do mundo prá comer. A não ser que eu esteja sob o efeito de psicotrópicos, qualquer proposta feita nesse horário será sempre um programa de índio, uma roubadinha ou pegadinha do malandro. Agora, deu dezoito e trinta, viro outra, e essa outra que eu viro, está pronta novamente para viver. Desde dos sete sou assim. Estranhíssimo.

domingo, 22 de agosto de 2010

comédia

às vezes, a sensação de não pertencimento é chata e beira a paranóia. Rafa de 7 anos chegou prá mim super sério e disse: "tia, aonde eu pego um ônibus para a Austrália?" e eu: "Oi?". "Quero ir para a Austrália". "Porquê?". "Ninguém pára de me perturbar nessa sala. Eles falam sem parar. Acham que eu sou bagunceiro.." "Mas, tu é bagunceiro." "É eu sei! Mas, e daí? Eu quero ir para a Austrália". "Me leva com você?". "Tá".

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Julieta

um mundo novo se abre toda vez que alguém que eu nunca ouvi falar resolve depor a favor de sua própria história. Caminhei com uma aluna do ensino médio das 900 até a W3. O tempo exato prá falar de assuntos que envolvem o clima, as baladas de sexta e outras frivolidades. Mas, o que eu ouvi foi uma tragédia cinematográfica, dessas que não combinam com gente tão jovem. E ela falava de si com tanta leveza... Seus 16 anos ainda estavam alí, brilhando. Bonita que só, chega a dar aflição. Se despediu com um "Tchau professora! Até semana que vem" E eu finalizei com um aceno. Falar o que prá essa criatura? Obrigada!?